Afonso I, também chamado de D. Afonso Henriques e apelidado de “o Conquistador foi o primeiro Rei de Portugal de 1139 a 1185 data da sua morte. Era filho de Henrique, Conde de Portucale e sua esposa Teresa de Leão, que serviu como sua regente desde 1112 até 1126.
Dom Afonso Henriques, nasce em Coimbra e morre em 1185 na Galiza, tendo sido criado por Soeiro Mendes de Sousa e sua mulher no Condado Portucalense onde obteve uma educação nobre no aspeto político. É em 1120 e conjunto com Dom Paio, Arcebispo de Braga que D. Afonso Henriques assume uma posição política contrária à de sua mãe.
No ano de 1122 torna-se cavaleiro na Catedral de Zamora, regressando assim ao Condado Portucalense em 1128 onde se defronta e vence as hostes de Fernão Peres de Trava na Batalha de São Mamede acabando por assumir o governo do condado Portucalense, com o objetivo de conquistar a sua independência. D. Afonso Henriques define uma política baseada na defesa do condado contra Leão e Castela a norte e Leste e contra os Mouros a sul.Afonso Henriques inicia as negociações com a Santa Sé com o objetivo de conseguir ver reconhecida a independência do seu reino com a finalidade de garantir a autonomia plena da Igreja Portuguesa.
É em 1131 que Dom Afonso Henriques funda o Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra como também manda construir diversos castelos, destacando-se o Castelo de Leiria construído em 1135 pelo facto de ter sido um dos pontos estratégicos para o desenvolvimento da reconquista.
Em 1139 vence a Batalha de Ourique contra os Mouros, altura em que passa a intitular-se de Rei.
Em 1147, Dom Afonso Henriques conquista a Cidade de Santarém e Lisboa.
Em 1162 Dom Afonso Henriques conquista Évora e Beja e é apenas em 1179 com a Bula Manifesto Probatório do Papa Alexandre III que D. Afonso Henriques é designado e reconhecido como Rei.
Aquando da sua morte em 1185 D. Afonso Henriques entrega a seu filho Dom Sancho I um território perfeitamente definido e independente.
Mafalda de Saboia, Condessa de Saboia, Piemonte e Maurienne, também conhecida como Matilde, foi a primeira rainha de Portugal, desde 1146 até à data da sua morte.
Filha do Conde Amadeu III de Saboia e da sua esposa Mafalda de Albon.
Esteve casada durante doze anos com D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal.
A Cerimónia do casamento entre o Rei D. Afonso Henriques e a futura Rainha teve lugar no ano de 1146.
Da sua vida pouco se sabe, contudo, os historiadores referem-se à Rainha D. Mafalda de Saboia como tendo sido uma mulher com um “feitio difícil e de real teimosia”.
Atribui-se um mau feitio assim como uma certa teimosia à Rainha devido aos conflitos constantes entre a rainha e o prior de Santa Cruz de Coimbra, São Teotónio.
Conta-se que a Rainha se encontrava em trabalho de parto de um dos seus filhos e que quando se apercebe estar a correr sério perigo de vida, manda chamar o prior com o objetivo de obter a bênção de São Teotónio. Uma vez abençoada a Rainha consegue dar à luz e sobreviver.
Como forma de gratidão profunda para com o prior D. Mafalda manda fazer um quadro em sua honra.
A amizade entre a Rainha D. Mafalda e o prior acabou por ser temporária, devido ao facto de o Prior não ter autorizado a entrada de D. Mafalda no Claustro interior do Mosteiro de Santa Clara, para não infringir as regras da instituição.Mafalda de Saboia não aceita a decisão e posição tomada pelo prior e como reação manda persegui-lo.
Do seu casamento com D. Afonso Henriques nasceram sete filhos, um dos quais, D. Sancho, segundo rei de Portugal.
A primeira rainha de Portugal, faleceu com cerca de trinta anos, a 3 ou 4 de dezembro de 1157, na sequência do parto da infanta D. Sancha.
Dinis, apelidado de o “Rei Lavrador” e o “Rei Poeta”, foi Rei de Portugal de 1279 até à sua morte. Era o filho mais velho do Rei D. Afonso III e sua segunda esposa Beatriz de Castela.
Em 1282 desposou Isabel de Aragão, que ficaria conhecida como Rainha Santa. Ao longo de 46 anos de reinado, foi um dos principais responsáveis pela criação da identidade nacional e o alvor da consciência de Portugal enquanto estado-nação: em 1297, após a conclusão da Reconquista pelo seu pai, definiu as fronteiras de Portugal no Tratado de Alcanizes, prosseguiu relevantes reformas judiciais, instituiu a língua portuguesa como língua oficial da corte, criou a primeira Universidade portuguesa e libertou as Ordens Militares no território nacional de influências estrangeiras.
A sua política centralizadora foi articulada com importantes ações de fomento económico – como a criação de inúmeros concelhos e feiras.Dinis ordenou a exploração das minas de cobre, prata, estanho e ferro, tendo também organizado a sua exportação para outros países europeus.
Em 1308 assina o primeiro acordo comercial português com a Inglaterra.
Em 1312 funda a marinha Portuguesa, nomeando como o 1º Almirante de Portugal, o genovês Manuel Pessanha.
Foi grande amante das artes e das letras. Tendo sido um famoso trovador, cultivou as Cantigas de Amigo, de Amor e a sátira, tendo contribuído para o desenvolvimento da poesia trovadoresca na península Ibérica. Pensa-se ter sido o primeiro monarca português verdadeiramente alfabetizado, tendo assinado sempre com o seu nome completo. Culto e grande curioso quer das letras como das ciências, foi o grande impulsionador da tradução de muitas obras para português, entre as quais se contam os tratados de seu avô D. Afonso X, o Sábio.
Dinis, responsável pela criação da primeira Universidade portuguesa, inicialmente instalada na zona do atual Largo do Carmo, em Lisboa e por si mandada transferir para Coimbra em 1308.
Após a sua morte, em 1325 foi sucedido pelo seu filho legítimo, Afonso IV de Portugal.
Isabel de Aragão, rainha consorte de Portugal como consorte de D. Dinis I.
Ficou popularmente conhecida como Rainha Santa Isabel, tendo sido beatificada e posteriormente canonizada.
O Milagre das Rosas é a lenda que vem dar o nome à Rainha de Rainha Santa Isabel. Segundo a lenda a rainha sai do Castelo do Sabugal numa manhã de Inverno para distribuir pães aos mais desfavorecidos, surpreendida pelo soberano, que lhe pergunta onde ia e o que levava no regaço, a rainha teria exclamado: São rosas, Senhor! São Rosas. Desconfiado, D. Dinis responde: Rosas, em janeiro?
Isabel expõe então o conteúdo do regaço do seu vestido e dele caem somente rosas, ao invés dos pães que a Rainha levava às escondidas do Rei.
O primeiro registo escrito do milagre das rosas encontra-se na Crónica dos Frades Menores.
Isabel terá sido uma rainha extremamente piedosa, onde grande parte do seu tempo era dedicado à oração e em ajudar os mais desfavorecidos.
Devido à sua extrema dedicação, a rainha ainda em vida começou a gozar de uma reputação de santa, tendo sido beatificada pelo Papa Leão X em 1516, vindo a ser canonizada em 1742 pelo Papa Bento XIV.
O seu túmulo encontra-se hoje no Convento de Santa Clara-a-Nova, convento situado em Coimbra onde a Rainha vestiu o hábito da Ordem das Clarissas, Ordem a que se dedicou nos últimos anos da sua vida.
Pedro I, apelidado de “o Justo” e “o Cruel”, foi Rei de Portugal de 1357 até sua morte. Era o único filho homem do rei Afonso IV e sua esposa Beatriz de Castela.
Pedro é conhecido pela relação proibida com Inês de Castro, aia galega da sua mulher Constança Manuel.
Após a morte de sua mulher, Pedro anuncia em 1360, o casamento com a sua amada Inês, casamento este realizado em segredo e antes da sua morte, sendo a sua intenção poder ver Inês lembrada como Rainha de Portugal.
Conta a Lenda que Pedro teria feito desenterrar o corpo de Inês, coroando-a como Rainha de Portugal, e obrigando os nobres a procederem à cerimónia do beija-mão real, sob pena de morte.
Logo de seguida D. Pedro manda construir dois túmulos (verdadeiras obras-primas da escultura gótica em Portugal), os quais foram colocados no transepto da igreja do Mosteiro de Alcobaça para que, no dia do Juízo Final, os eternos amantes, então ressuscitados, de imediato se pudessem ver.
Como rei, Pedro revelou-se bom administrador, corajoso na defesa do país contra a influência papal (foi ele que promulgou o famoso Beneplácito Régio, que impedia a livre circulação de documentos eclesiásticos no país sem a sua autorização expressa), e foi justo na defesa das camadas menos favorecidas da população.
O seu reinado foi o único no século XIV sem guerra e marcado com prosperidade financeira.
Jaz no Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça.
Inês de Castro, foi uma nobre galega, rainha póstuma de Portugal, amada pelo futuro rei D. Pedro I de Portugal, de quem teve quatro filhos. Foi executada por ordem do pai de D. Pedro, o rei D. Afonso IV.
Em 24 de Agosto de 1339 teve lugar, na Sé de Lisboa, o casamento do Infante Pedro I de Portugal, herdeiro do trono português, com D. Constança Manuel, porém seria por uma das aias de D. Constança, D. Inês de Castro, por quem D. Pedro viria a apaixonar-se.
Sob o pretexto da moralidade, D. Afonso IV não aprova a relação, e mada exilar D. Inês no castelo de Albuquerque em 1344.
Conta a lenda que a distância não apaga o amor que sentem um pelo outro onde os dois escreviam cartas regularmente um ao outro com juras eternas de amor.
Em outubro do ano seguinte D. Constança morre ao dar à luz ao futuro rei, D. Fernando I de Portugal. Viúvo, D. Pedro, manda D. Inês regressar do exílio e os dois passam a viver juntos.
A 7 de Janeiro de 1355, o rei cedeu às pressões dos seus conselheiros e aproveitando a ausência de D. Pedro, numa excursão de caça, foi com Pêro Coelho; Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco para Santa Clara onde executa D. Inês, conforme fora decidido em conselho.
Segundo a lenda, as lágrimas derramadas no rio Mondego pela morte de Inês teriam criado a Fonte das Lágrimas da Quinta das Lágrimas, e algumas algas avermelhadas que ali crescem seriam o seu sangue derramado.
Pedro revolta-se contra D. Afonso IV e após meses de conflito, a Rainha D. Beatriz consegue intervir e fazer selar a paz.
Pedro não descansou enquanto não conseguisse vingar a sua amada, tendo perseguido os assassinos de D. Inês, até os apanhar e executar.
Pedro mandou construir os dois esplêndidos túmulos de D. Pedro I e de D. Inês de Castro no Mosteiro de Alcobaça, para onde trasladou o corpo da sua amada Inês, em 1361 ou 1362.
Em 1367 D. Pedro finalmente junta-se a D. Inês de Castro no Mosteiro de Alcobaça.
O início do reinado de D. Fernando foi marcado pela política externa.
Quando D. Pedro I de Castela (1350-1369) morreu sem deixar herdeiros masculinos, D. Fernando, como bisneto de D. Sancho IV de Castela, por via feminina, declara-se herdeiro do trono.
O rei apaixona-se por D. Leonor Teles de Menezes, mulher de um dos seus cortesãos e após a rápida anulação do primeiro casamento de D. Leonor, D. Fernando casa com ela, publicamente a 15 de maio de 1372 no Mosteiro de Leça do Balio.
Durante o seu reinado D. Fernando manda reparar e construir castelos como também ordena a construção de novas muralhas em Lisboa e Porto.
Durante o reinado de D. Fernando alargaram-se, também, as relações mercantis com o estrangeiro.
O desenvolvimento da marinha foi, muito apoiado, resultando na criação da Companhia das Naus.
Fernando morre em 1383, chegando ao fim a linha dinástica da dinastia de Borgonha.
Leonor Teles é nomeada regente em nome da filha e de D. João I de Castela, assumindo uma transição em nada pacifica.
Respondendo aos apelos de grande parte dos Portugueses para manter o país independente, D. João, mestre de Aviz e irmão bastardo de D. Fernando, declara-se rei de Portugal. O resultado foi a crise de 1383-1385, um período de interregno, onde o caos político e social dominou.
João tornou-se no primeiro rei da Dinastia de Avis em 1385.
Em 1875 Joaquim Possidónio da Silva, manda transportar o monumento funerário de D. Fernando do Convento de São Francisco em Santarém para o Museu Arqueológico do Carmo (onde ainda hoje se encontra), de modo a salvaguardar a sua integridade e dignidade.
No seu reinado foram descobertas as ilhas do Porto Santo (1418), a Ilha da Madeira (1419) e os Açores (1427).
Ela tornou-se a rainha consorte de Portugal através do casamento com o Rei João I e concordou no âmbito da Aliança luso-inglesa.
D. Duarte I nasce em Viseu, apelidado de “o Eloquente” e “o Rei-Filósofo”, foi Rei de Portugal de 1433 até à sua morte.
Era o filho mais velho do rei D. João I e sua esposa, rainha D. Filipa de Lencastre.Duarte recebeu o seu nome em homenagem ao avô de sua mãe, o rei Eduardo III da Inglaterra.
Desde muito jovem, D. Duarte acompanhou o seu pai nos assuntos do reino, tornando-se assim num herdeiro preparado para poder reinar.
Em 1412 foi formalmente eleito por seu pai o seu braço direito.
Ao contrário de D. João I, D. Duarte foi um monarca preocupado em criar consentimento entre as cortes, onde durante o seu curto reinado de cinco anos, convocou as cortes cerca de cinco vezes de forma a se poder discutir assuntos de estado.
D. Duarte deu continuidade à política de incentivo quer à exploração marítima que às conquistas em África.
Em 1437, os seus irmãos, Henrique e Fernando, convenceram-no a atacar Marrocos, de forma a consolidar a presença portuguesa no norte de África, onde se pretendia criar uma base para a exploração do Oceano Atlântico.
A campanha foi mal sucedida e a cidade de Tânger acabou por não ser conquistada, custando a derrot O próprio príncipe Fernando foi capturado e morreu em cativeiro, por recusar-se a ser libertado em troca da devolução de Ceuta, o que lhe valeu o cognome de “Infante Santo”.
O próprio D. Duarte morreu pouco tempo depois de peste.
Fora da esfera política, D. Duarte foi um homem interessado em cultura e conhecimento, tendo escrito livros de poesia e prosa.
Era o filho mais novo do Infante Fernando, Duque de Viseu filho do rei Duarte I, e sua esposa a infanta Beatriz de Portugal, neta do rei D. João I.
D. Manuel sobe ao trono após a morte de seu primo o rei D. João II, que não tinha herdeiros legítimos e nomeia D. Manuel como seu sucessor.
Na realidade, foi o único a subir ao trono sem ser parente em primeiro grau ou descendente do antecessor.
Para a sua coroação beneficiou da morte de todos os seis pretendentes que sobre ele teriam prioridade, incluindo-se o filho do próprio Rei.
Prosseguiu as explorações portuguesas iniciadas pelos seus antecessores, o que levou à descoberta do caminho marítimo para a Índia e do Brasil, duas descobertas importantes para a expansão do império português.
No seu reinado e apesar da sua resistência inicial para cumprir as cláusulas do seu casamento com Dona Maria de Aragão, D. Manuel pede ao papa em 1515 a instalação da inquisição em Portugal, pedido esse que só veio a ser concedido no reinado seguinte, perante novo pedido de D. João III.
Com a prosperidade resultante do comércio e em particular das especiarias, D. Manuel realiza numerosas obras cujo o estilo arquitetónico ficou conhecido como o estilo Manuelino.
Princesa portuguesa da Casa de Avis e rainha de Portugal a partir de 1481, pelo casamento com seu primo D. João II.
Pela sua vida exemplar, pelo facto de ter sido uma rainha misericordiosa e também pelas suas virtudes cristãs, alcançou de alguns historiadores o cognome de “A Princesa Perfeita”.
A rainha D. Leonor de Avis é a terceira e última rainha consorte de Portugal nascida em Portugal, tendo a primeira sido Leonor Teles e a segunda a sua tia, e sogra, Isabel de Avis, mulher de Afonso V.
Leonor de Avis foi também a primeira dos ocupantes do trono português com sangue Bragança, pela sua avó materna, a infante Isabel de Barcelos, filha do primeiro Duque de Bragança.
Leonor foi destinada ao nascer a D. João II de Portugal o “Príncipe Perfeito” por vontade e promessa de seu tio Afonso V, ao seu único irmão e melhor amigo, o infante D. Fernando.
Leonor, casa com o seu primo D. João com apenas 12 anos de idade, e o próprio D. João 15.
Era filho de João Manuel, Príncipe de Portugal e de Joana da Áustria.
D. Sebastião ascende ao trono com apenas três anos de idade e após a morte do seu avô o rei D. João III. Inicialmente e face à sua tenra idade, D. Sebastião inicia-se com uma regência minoritária, liderada primeiro por sua avó a rainha Catarina da Áustria e posteriormente por seu tio-avô o cardeal Henrique de Portugal.
Em 1568 D. Sebastião assume o governo aos catorze anos de idade.
Motivado a reviver as glórias da chamada Reconquista, D. Sebastião decide armar um exercito em Marrocos, planeando uma cruzada, após Mulei Mohammed ter solicitado a sua ajuda para recuperar o trono.
Em 4 de agosto de 1578, ocorre a batalha de Alcácer-Quibir, onde Portugal sofre uma derrota às mãos do sultão Abd al-Malik (Mulei Moluco), na qual se perdeu grande parte do exercito.
Morreu no Norte de África, na batalha de Alcácer Quibir, sem deixar descendência, abrindo caminho para a entrega da coroa portuguesa aos Filipes de Espanha.
Conta-se que D. Sebastião ao ser aconselhado a render-se e a entregar a sua espada aos vencedores, que o rei se tenha recusado com altivez, dizendo: “A liberdade real só se há de perder com a vida.” e é-nos dito que ao ouvi-las, os cavaleiros investiram contra os infiéis.
D. Sebastião seguiu-os e desapareceu aos olhos de todos envolvido na multidão, deixando a duvida sobre o seu verdadeiro fim.
À sua volta nasceu o mito do “Sebastianismo”, a esperança de que um dia regressaria, numa manhã de nevoeiro, para salvar o país de todos os seus problemas.
Era o terceiro filho do rei João V e sua esposa a rainha Maria Ana da Áustria.
O reinado de D. José I é sobretudo marcado pelas políticas do seu secretário de Estado, o Marquês de Pombal, que reorganizou as leis, a economia e a sociedade portuguesa, transformando Portugal num país moderno.
A 1 de novembro de 1755, D. José I e a sua família sobrevivem à destruição do Paço Real no Terremoto de Lisboa por se encontrarem na altura a passear em Santa Maria de Belém. Depois desta data,
D. José I ganha uma fobia a edifícios de pedra e cal, vivendo o resto da sua vida num complexo luxuoso de tendas no Alto da Ajuda, em Lisboa.
Do seu reinado destaca-se o acontecimento de tentativa de regicídio que se deu a 3 de setembro de 1758 e o subsequente processo dos Távora.
Os Marqueses de Távora, o Duque de Aveiro e familiares próximos, acusados da sua organização, foram executados ou colocados na prisão.
Todo o reinado é caracterizado pela criação de instituições, especialmente no campo económico e educativo, no sentido de adaptar o País às grandes transformações que se tinham operado.
Funda-se a Real Junta do Comércio, o Erário Régio, a Real Mesa Censória; reforma-se o ensino superior, cria-se o ensino secundário (Colégio dos Nobres, Aula do Comércio) e o primário (mestres régios); reorganiza-se o exército.
Em matéria de política externa, José conservou a política de neutralidade adotada por seu pai.
De notar ainda, o corte de relações com a Santa Sé, que durou 10 anos.
az no Panteão dos Braganças, no mosteiro de São Vicente de Fora em Lisboa.
O seu primeiro ato como rainha, foi a demissão e exílio da corte do marquês de Pombal, a quem nunca conseguiu perdoar a forma brutal como tratou a família Távora durante o Processo dos Távora.
Rainha, dedicada a obras sociais, concedeu asilo a numerosos aristocratas franceses que vinham fugidos do terror da Revolução Francesa (1789-1799).
Rainha melancólica e extremamente católica, de natureza tão sensível que quando vários homens entraram numa igreja com intenção de roubar os bens preciosos e espalharam hóstias pelo chão, decretou nove dias de luto, adiou os negócios públicos e acompanhou a pé, com uma vela, a procissão de penitência que percorreu Lisboa.
O seu reinado foi de grande atividade legislativa, comercial e diplomática, na qual se pode destacar o tratado de comércio que assinou com a Rússia em 1789.
Desenvolveu a cultura e as ciências,
No âmbito da assistência social, fundou a Casa Pia de Lisboa.
Incapacitada, Maria viveu no Brasil por oito anos, sempre em estado infeliz.
Morre no Convento do Carmo, na cidade do Rio de Janeiro, a 20 de março de 1816, aos 81 anos de idade. Após as cerimônias fúnebres, seu corpo foi sepultado no Convento da Ajuda, também no Rio de Janeiro.
Com a sua morte, o Príncipe Regente João foi aclamado Rei de Portugal e do Brasil.
Em 1821, após o regresso da Família Real a Portugal, seus restos mortais foram transladados para Lisboa e sepultados num sepulcro na Basílica da Estrela, igreja que a própria rainha mandou construir.